sexta-feira, março 18

The End

Tudo tem um principio e irremediavelmente um fim.

O Postura de Estado chega ao fim do seu percurso na blogosfera.
Um obrigado a todos aqueles que acompanharam este blog durante mais de dois anos.

Um bem-haja a todos!

quarta-feira, janeiro 19

Dicionário político

Cavaco Silva: é melhor eu passar a dizer que vou invalidar o meu boletim de voto em vez que dizer que vou votar "nulo", para não haver confusões. Ataca Alegre.

Manuel Alegre: o homem "que não julga ninguém pelo seu passado" e que faz do seu passado a principal arma de campanha. Ataca Cavaco.

Fernando Nobre: o cordeiro no meio dos lobos. Não sabe onde se está a meter.

Francisco Lopes: é comunista. Ponto.

Defensor Moura: Quem?

José Coelho: Vejam o tempo de antena e façam o vosso próprio comentário.

domingo, janeiro 16

Estou a rever debates presidenciais

Diz o Francisco Lopes disse, no debate contra o Fernando Nobre: "[o presidente da república] não tem a possibilidade de uma forma discricionária de formar um governo. Tem que o formar no quadro que está estabelecido na constituição. Mas eu usarei todos os meus poderes para influenciar uma solução governativa que permita uma mudança de política, um rumo novo para o país".

Isso significa que o processo de sovietização do país começaria antes ou logo a seguir às próximas legislativas?

Outra questão: quando o Francisco Lopes disse que "Mário Soares (...) é o político que tem mais responsabilidades no rumo que levou o país à situação actual de quebra da soberania nacional", estava a dizer que a entrada da União Europeia foi uma coisa má? E, se sim, o que é que a Ilda Figueiredo anda a fazer em Estrasburgo e Bruxelas?

quinta-feira, janeiro 13

Montaria

 A/C Duarte Bucho.

 Pensei que Alegre tinha levado um par de Purdeys em fez da sua metralhadora obsoletamente revolucionária. E daí todo o armamento é pouco.

Está aberta a época de caça!

… a Cavaco Silva. Qual é o telespectador, leitor de jornal ou ouvinte de rádio que não está ainda farto de ouvir e ver todos os tiros que são disparados contra um único candidato? Está a tornar-se repetitivo, monótono e até entediante. As propostas construtivas destes senhores que se candidatam são um bicho em vias de extinção.

Mas Cavaco Silva é o mais procurado do momento. Não lhe dão descanso - o que mostra, sobremaneira, quão ele vai à frente. Até o presidente da bancada parlamentar do PS, Francisco Assis, se auto-convidou para a caçada, enquanto o líder do Bloco de Esquerda, também no Parlamento, disparou um tiro (bastante ao lado, pelo que me parece) contra Cavaco.

Um aparte: alguém que explique a estes senhores que o Parlamento NÃO serve para isto. A campanha negra contra Cavaco deve ficar fora da câmara representativa da Nação. Apoiem ou contestem qualquer uma das candidaturas, o que quiserem, mas façam-no fora da Assembleia.

Vejamos, agora, quem foi à caça:


Manuel Alegre levou, para a caça a Cavaco, uma automática enferrujada - muitos tiros, nenhuma precisão. Pior: corre o risco de a arma, encravada, lhe explodir nas mãos. Não se percebe como um caçador experiente como este cai num erro tão crasso.

Francisco Assis levou uma arma que dispara bandeirinhas e doces: elevou Cavaco a provedor dos descontentes. Já que os descontentes são 99,9% dos portugueses, então Cavaco terá, com toda a certeza, uma grande votação. Melhor elogio não poderia ter sido. Para melhorar ainda mais a coisa, Assis refere que “ (o país) não precisa de um Presidente da República erigido no papel de contra-peso da acção do Governo legítimo do Pais”. Seria um argumento válido e eficaz, não fosse precisamente isso que os portugueses esperam do próximo Presidente da Républica.

Francisco Louçã, defensor dos direitos dos animais, levou uma bazooka e disparou fora da zona de reserva de caça. Utilizou uma intervenção no Parlamento para mostrar o seu apoio a Alegre e criticar Cavaco. Alguém me pode explicar como é que o BE, sempre tão crítico ao Governo, apoia o candidato que mais servirá de suporte a um governo tão precário quanto contestado (inclusivamente pelo próprio BE). Soa um bocadinho a tiro no pé, não soa?

Fernando Nobre, esse, levou uma pomba branca. Apesar de, no início, ter disparado um ou outro tiro aselha, a sua arma agora dispara pombas brancas. Pouco diz de interessante ou relevante para os destinos do país, mas felizmente percebeu que os ataques pessoais são coisas feias e que “não é com fel que se apanham moscas”.

Francisco Lopes, digno do seu partido, utiliza um fuzil, ainda de pederneira, com dois séculos de existência. “Cavaco é o capitalismo, viva o proletariado” etc. , etc. Ao menos é coerente.

José Manuel Coelho, escolheu a arma carnavalesca, espalhafatosa e divertida, que dispara estalinhos e serpentinas. É sempre bom ter alguém que anime a caçada com os seus ditos espirituosos. Pouco eficaz porque não há ninguém que ponha “mãos-ao-ar” perante ela.

Enfim, veremos se alguém caça alguma coisa, mas tenho as minhas dúvidas.

terça-feira, janeiro 11

Daqui para a frente

Sim, vou cascar no Manel Alegre. Mas não se pasme, caro leitor, por eu o fazer. O Manel é apenas um infeliz no universo de seis idiotas de onde poderia escolher em quem cascar.
Vou cascar no Manel porque tropecei num outdoor seu que anda por aí espalhado. Nesse outdoor dá-se a entender que o Manel é um apoiante do Estado Social. Nada contra. Eu também sou. Mas o problema não é esse. O problema é que, além de apoiante, parece que este alegre senhor é seu defensor. Se não acredita, veja por si mesmo, clicando aqui.
O problema que existe em defender o que quer que seja é que temos que saber em condições o podemos defender razoavelmente.
Mas isto é muito maior que Manuel Alegre. Bastante maior.
O Estado Social está em vias de extinção. Os cinquenta anos de Estado Social chegaram ao fim. A partir daqui o que há é bazófia. A população está envelhecida, a pujança económica ocidental quebrada, "A Crise" está refastelada no nosso fã com as nossas pantufinhas calçadas e nós achamos que ela nos está "a bater à porta". Para a culpa não morrer solteira, eu diria que isto se deve mesmo à falsa sensação de inevitabilidade de sucesso destes meninos que falharam a vida.
Os senhores que pugnam pelo Estado Social acreditam piamente que o conseguem manter. Não conseguem. Se houvesse jovens a entrar no mercado de trabalho para suportar os que dele saem, talvez isso funcionasse. Se o ocidente conseguisse manter a jactância financeira e económica que tinha, talvez conseguissem. Mas assim não conseguem.
Continuamos presos a uma dicotomia esquerda versus direita que não faz sentido. Continuamos a acreditar que a flexibilização de leis laborais é primariamente uma forma de mandar multidões para o desemprego em vez de ser uma forma de agilizar a economia. Continuamos a achar, em Portugal, que esse fantasma de "direita" (que não existe) é um vulto salazarento. Continuamos a achar que é fortalecendo o Estado que se assegura o bem estar dos cidadãos. Continuamos a achar, enfim, que o Estado Social é possível.
E, mais uma vez, não é.
Parece não haver capacidade de mudar o paradigma. Mas há. O problema é que nenhum partido quer ter a responsabilidade de o fazer porque, se a coisa dá para o torto, batatas!... Em vez disso, prolonga-se a decrepitude de um sistema insustentável, mas desta vez não há ninguém para cair da cadeira.
Quando eu, que estou na tenrura e ignorância dos meus vinte anos, entrar para o mercado de trabalho, vou andar a descontar para um serviço social que não me vai sustentar a mim, mas que vai tentar sustentar dois ou três velhotes, cada um deles ganhando uma miséria. Eu não quero que isso aconteça. Mas vai acontecer. Deste maneira, vai.
Os conservadores ingleses agarraram o touro pelos cornos (isto é exemplo disso). Definem políticas. Explicam-nas. Definem prioridades. Nós cá andamos com os forcados e o touro nem vê-lo. Não definimos prioridades. Quando tudo é uma prioridade, nada é uma prioridade.
Queremos viver num Estado Social mas não queremos pagar mais impostos, como se vê aqui. Queremos tudo e, por isso, vamos acabar com nada.
Isto nem tem que ver necessariamente com opções políticas. É um problema geracional e está aqui para ficar. Não foi criado por mim, nem pela minha geração, mas vamos ser nós a ter que lidar com ele. "Depois manda-se a factura!"
Não descobri o barril de pólvora. Mas o que é facto é que a pólvora está aí para todos vermos.
Eu gostaria muito de ter uma boa reforma, mas assim vai ser difícil. Parece-me que o melhor PPR que vou ter vai ser uma caixa de sapatos ou a parte de baixo do meu colchão. E é isto que me chateia.
Mais do que esquerda ou direita, mais importante do que politics, são policies.
Não as vejo em lado nenhum. Aliás, vejo-as por todo o lado porque tudo é prioridade. O problema é esse. Também é esse.

quinta-feira, janeiro 6

Porque ainda estamos no princípio do ano....

Aqui fica o meu bolo-rei. Nunca gostei de bolo-rei, mas gosto ainda menos de Cavaco Silva. Não que goste dos outros candidatos, atenção...

quarta-feira, janeiro 5

Pateta alegre

Como é que nas últimas eleições legislativas regionais o PSD obteve mais de 70% dos votos e agora chega Manuel Alegre à Madeira e diz que está "a jogar em casa"? Não compreendo.

domingo, janeiro 2

A propósito de 2011...

... esqueci-me de falar nas presidenciais. Bah... De qualquer maneira só gosto de falar de coisas que ache importantes.

Casados de fresco

O pior d'"A Crise" ainda não chegou.
O Governo ou é aldrabão porque mente ao dizer que este ano vamos recuperar, o que é mau, ou então é ignorante porque está realmente convicto disso, o que é pior.

2011 casou-se com "A Crise". Parece que este é daqueles casamentos que vão mesmo até à cova. Que é como quem diz até 2012... (E mais além.)
"A Crise", essa, já teve muitos maridos. Em Portugal, principalmente.Desde o séc. XIX que estamos em crises, pequeninas e grandes... O que é raro é Não estarmos em crise. Portanto até chegar esse momento raríssimo em vivemos desafogadamente, tanto particulares como essa máquina glutona (e muito mal gerida) que é o Estado, aguentemos.

Dito isto... e porque é da praxe... sobretudo porque é da praxe... "Bom Ano".

quinta-feira, dezembro 30

Igualdade

quarta-feira, dezembro 29

O Europeu

O Europeu é civilizado. O Europeu é rico. O Europeu é rigoroso. O Europeu é poupado.
O Europeu é um bicho raro. Como o gambozino.

Não posso concordar com o Edmilson. O "dogma de identidade comum" de que fala e em que - diz - a União Europeia assenta não existe. E ainda bem.

Parece-me que a União Europeia assenta noutra coisa, muito mais importante e mais bonita: a diferença. Povos diferentes que estão condenados, a bem ou a mal, a partilhar um continente. A partilhar guerras, pazes, conflitos internos que, querendo-se ou não, transbordam fronteiras... A partilhar crises financeiras e económicas, também. É daí também que vem a Europa.
Os Europeus não são os habitantes dos países da Europa. Os habitantes dos países da Europa é que são os Europeus. Não devemos aspirar ser "Europeus" porque já o somos. Não sei se há pompa, mas há certamente uma circunstância de Europa. É preciso viver-se com ela.

A portugalidade não mereces odes. Parece-me que a portugalidade nada tem de salutar, antes pelo contrário.
Não me sinto, de todo, um "cidadão europeu". Nunca me senti. Mas precisamos da Europa. Ela é que não precisa de nós. Um português tem de ser europeísta por paixão ou por utilitarismo. Eu sou por utilitarismo.
Não sou um Europeu que é português; mas sou um português... e por isso sou um Europeu. Vivo com isso. O Europeu não é uma meta a atingir: é algo de palpável.
Infelizmente, há muitos Europeus como os romenos do post anterior.

A Europa é um carruagem que tem que se puxar a si própria. Neste momento quem a puxa, para variar, são os franceses e os alemães. Principalmente os alemães, por uma qualquer consciência há setenta anos pesada. Nós somos peso morto.
Se, por alguma razão, tivesse que gritar "abaixos!" e "vivas!", por mais que goste do país onde nasci, nunca poderia dizer algo como "Abaixo Europa e viva Portugal!" É contraproducente.
É puxar pelo peso morto porque não somos peso motor... porque "O Português" não é "O Europeu"...

Não é a primeira vez que escrevo sobre este tema. Um dos primeiros textos que escrevi sobre ele, em Abril, está aqui. A respectiva caixa de comentários tem um comentário meu que também é bastante elucidativo a este título. Bom proveito.

Entretanto, na Roménia...

quarta-feira, dezembro 15

Europeu à Portuguesa


Portugal é um Estado Soberano . Até aqui acho que todos concordamos .


Este País com uma historia de quase 1000 anos de existência que se traduz e vive de feitos enormes mundialmente reconhecidos e que orgulham qualquer Português que sinta a sua Nação no Coração , porem esta boa sensação de se ser Português parece hoje desvanecer-se nas curvas e contra-curvas da crise que nos abala os Bolsos e o Coração , que se traduziu na perda de soberania de Portugal para uma tal coisa que se chama Europa , a que os Políticos mais hábeis , institucionalizaram e proclamam com pompa e circunstância de União Europeia.


Ora só quem não conheça a Historia desta senhora "Europa" e que não sabe que no seio da sua família aparentemente estruturada sobre o dogma de uma identidade comum , assente no espírito de união e cooperação entre Estados , reside sim , uma ideia falsa de que um Português de Trás-os-Montes em toda a sua Portugalidade se sente um Europeu igual ou semelhante a uma Europeia Francesa em todo o seu maravilhoso Glamour parisiense . O casamento entre estes dois seria naturalmente um fiasco pegado , uma vez que os modos requintados da Francesa jame se poderiam suportar ao hábitos bem portugueses de um Português que gosta de comer o seu pedaço de chouriço e morcela á Portuguesa . Os croquetes-monsieurs Franceses não combinam com o Chouriço Português .


É Por isso que apelo a uma ode á Portugalidade!


Chega de se fingir que se é Europeu , pois que estamos a viver o pior pesadelo de sempre - estamos a tornarmo-nos europeus à portuguesa . A nossa ideia de Europa é uma coisa qualquer mais moderna e desenvolvida que «a gente» se há-de tornar , se vencermos «o desafio». Pois que a verdade e que um Europeu que venha a Portugal vê tudo menos Europa cá . Enfim... nós é que temos a mania que já cá vai havendo qualquer coisa do género.


Abaixo Europa e viva Portugal!

sexta-feira, dezembro 10

Isto não é notícia mas...

é só para relembrar que vivemos num país em que os bloquistas não são nada, os verdes são vermelhos, os socialistas são sociais-democratas, os sociais-democratas não sabem o que são e os centristas são de direita.
No meio disto tudo só os comunistas são mesmo comunistas, mas só porque ficaram presos num qualquer período negro do séc. XX.

sábado, dezembro 4

Do nome das coisas

Se há algo que me faz comichão no cérebro é não saber por que raio há , no Porto, um aeroporto com o nome de Sá Carneiro, que morreu num desastre de avião e, em Lisboa, um viaduto com o nome de Duarte Pacheco, que morreu num desastre de automóvel.

Acho ironicamente macabro.

Três décadas de Camarate

Eu não sei se houve conspiração para mandar o avião abaixo, se os americanos andaram envolvidos, nem se o facto de Francisco Sá Carneiro ter entrado no avião que partia para o Porto foi propositado ou uma mera coincidência.
Mas isto eu sei: Francisco Sá Carneiro,  não era o único a bordo do Cessna: Adelino Amaro da Costa também lá estava, bem como as suas mulheres, Snu Abecassis e Maria Pires, respectivamente, António Gouveia e dois pilotos.

Foi o Primeiro-Ministro que morreu, mas com ele morreu parte da cultura política democrática que ajudou Portugal a manter-se, periclitantemente, à tona d'água nos loucos anos pós-25 de Abril, e que se consubstanciava, e continua a fazê-lo de forma plena, no PS, no PSD e no CDS-PP.
Foi o Ministro da Defesa que morreu, mas com ele morreu parte dessa mesma cultura democrática. Talvez por virtude de um Primeiro-Ministro ter mais visibilidade de que um Ministro da Defesa, a morte de Sá Carneiro seja mais cantada pela imprensa, mas a gravidade de uma morte não se mede pelo cargo que uma pessoa ocupa.

Sá Carneiro poderia ter mudado o país. Ou não. Nunca saberemos.
James Dean, John Lennon, Kennedy, Amaro da Costa, Sá Carneiro... Uma das vantagens de se morrer com trabalho inacabado é ser-se considerado um herói, uma grande promessa, um símbolo de esperança, alguém que poderia ter dado mais. Ou não. Mas como nunca saberemos, vemos as coisas por um prisma optimista.

Hoje passam-se trinta anos da morte de seis pessoas. O que cada uma delas poderia ter dado ao país é desconhecido. Mas achamos que seria muito bom, não achamos?

quarta-feira, dezembro 1

1º de Dezembro

Hoje celebro o princípio da autodeterminação dos povos. Faço-o todos os dias. Hoje, contudo, celebro a autodeterminação do meu povo. O povo português. Podemos dizer que, se não fossem aqueles quarenta gatos pingados que correram com os espanhóis e mataram o tipo que estava dentro do armário (salvo seja), hoje seríamos os campeões do mundo de futebol, que não estaríamos tão mal quanto estamos e que poderíamos comer tapas de qualidade sem ter que ir até ao outro lado da fronteira - fronteira essa que não existiria, já agora - ou gastar uma fortuna naquela lojinha gourmet do El Corte Inglés. Acho que podemos dizer isso, mas raios me partam! que eu prefiro um ou dois Sócrates do que ver o meu país governado por estrangeiros.

Sou um paradoxo ambulante. Sou internacionalista e, de certo modo, imagino um mundo sem países, como queria o John, mas também não abdico do meu rectângulozinho e das ilhas enquanto estado independente. Acho que sou ambicioso e prontos. Por isso é que, mais do que celebrar Portugal, mais do que celebrar a independência (e faço ambas as coisas com particular alegria)... mais do que fazer da Espanha um alvo de chacota (o que também faço com particular alegria), mais do que tudo isso... celebro a Liberdade!

 E queria também dizer que, cá para mim, Espanha deveria ser desmantelada: a começar por se dar aos catalães, bascos e galegos maior autonomia estatutária e, consequentemente, a independência. A Catalunha vai no bom caminho.

terça-feira, novembro 30


Hoje era o aniversário de:

quinta-feira, novembro 25

Viva o 25 de Novembro

Hoje é comemorado o dia em que Portugal passou a ser um país democrático.

domingo, novembro 7

Ajudem-me

Porque é que o Telmo Correia e o Diogo Feio, do CDS-PP, estão a fazer a antevisão do Porto-Benfica na SIC Notícias?

sábado, novembro 6

Simone de Oliveira - O país do Eça de Queiroz

Um país de rabichos e aldrabões.

"Mudam-se os tempos mas não muda o vento. É sempre rococó à portuguesa.
Há cem anos que eu canto esta canção. Sem cabeça, porém, coração.
O país do Eça de Queiroz ainda é o país de todos nós."
A letra é de Ary dos Santos.

quinta-feira, novembro 4

Remembrance Day


Aproxima-se mais uma vez o dia 11 de Novembro data a qual diz muito pouco à grande maioria dos Portugueses. Talvez pelo simples facto que os vários governos praticamente nunca fizeram alusão à data em si e nem sequer é celebrada ou relembrada de todo em Portugal.
Às 11 horas da manhã do dia 11 do mês 11 de 1918 foi assinado o armistício que pôs fim à Primeira Guerra Mundial, conflito este que causou a morte a aproximadamente 15 milhões de pessoas. Cerca de 7200 soldados portugueses morreram nessa guerra e outros tantos milhares feridos e desaparecidos. Soldados esses enviados para uma guerra que a Primeira República praticamente forçou a sua entrada para ficar "bem vista" e reconhecida aos olhos dos Aliados.
Todos os anos fazem-se dois minutos de silêncio em honra dos que pereceram nesse conflito e em guerras posteriores; utiliza-se uma "puppy" ao peito durante os dias em redor da data do armistício e colocam-se coroas de flores nos memoriais espalhados pelo Mundo inteiro; entoa-se a "Ode of Remembrance". Tudo isso acontece pelos vários países envolvidos nas Guerras Mundiais e demais conflitos no Século XX. Portugal, apesar de participante na Primeira Guerra e com a sua lista de mortos e baixas, permanece maioritariamente ignorante a este facto. Assim se honra a alma daqueles que lutaram pelo país e pela República. Aguardo pelas celebrações dos 100 anos de La Lys ou dos 100 anos do fim da Primeira Guerra.

sábado, outubro 30

O princípio do fim anunciado

O noivado há muito anunciado redundou num casamento a termo que o pai Aníbal e a mãe Soares aprovaram.
Eduardo Catroga e Teixeira dos Santos, as aias da Corte Passiana e Socrática, respectivamente, tinham já chegado tecnicamente a acordo, todavia os seus Senhores competiam para ver quem sairia com o ego mais fortalecido duma paixão palaciana que até ver contínua a ter como habitante principal José Sócrates.

Passos Coelho aguentará até quando a economia e a partilha de leito e vida comum com José Sócrates?

terça-feira, outubro 19

Onde o dinheiro dos contribuintes é gasto - Take 1

23 Milhões - Seminários e Publicidade do Estado (gabinete de propaganda sócretina).

37 Milhões - Transportes (Mercedes, BWN e afins, todos topo de gama).

180 Milhões - Outros Trabalhos Especializados. (que trabalhos???)

301 mil euros - Artigos Honoríficos e de Decoração. (certamente em medalhas).

E andamos nós cidadãos a pagar isto?

In DN.

segunda-feira, outubro 18

sábado, outubro 16

Mais uma vez o Governo mete ÁGUA


A actualidade politica em Portugal ficou marcada nas ultimas 24 Horas pela entrega do mais importante Documento de Estado "Orçamento de Estado " por parte do Ministro das Finanças Teixeira dos Santos ao Presidente da Assembleia da Republica Portuguesa Jaime Gama . A entrega deste documento deveria ocorrer com naturalidade nos Estados Democráticos Constitucionalmente estáveis, em que o respeito pelo principio da Legalidade é um imperativo categórico máximo a respeitar , neste sentido devem os Governos obedecer ás disposições normativas que garantem o Principio máximo das Democracias Representativas que é o principio do Estado de Direito assente no respeito pelo Principio da Legalidade.
Porém , hoje , estes princípios foram gravemente violados pelo Governo que no dever de cumprimento das suas Obrigações , deveria ao menos cumprir as convenções de bons costumes sociais e apresentar os trabalhos de casa feitos a Horas. Que aluno este mal comportado que não entrega o trabalho de casa "OE" a tempo e como tal violando o Prazo de apresentação do OE previsto no Art 38 º da LEO , que claramente prevê que o Governo apresenta á AR , até 15 de Outubro de cada ano , a proposta de lei do Orçamento do Estado para o ano económico seguinte.
No ambiente de crispação politica que vivemos , e num momento em que se exige rigor e celeridade na elaboração do Orçamento de Estado , para que os mercados respondam de forma positiva ás previsões económicas de Portugal , e num momento em que Portugal se encontra integrado na União Europeia devendo ter politicas económicas tendo em vista não só o garante da estabilidade económica no seu território Nacional como também na própria zona Euro , exige -se ao Governo,rapidez de execução quanto ao cumprimento das suas Obrigações Governativas .
O incumprimento de 1 dia na apresentação do Orçamento de Estado é um exemplo pequeno , mas que tem repercussões para a imagem de Portugal , pois é sabido que a opinião publica e os media exercem um poder forte de influenciar a opina publica , e hoje , a opinião publica é uma Aldeia Global em que não se circunscreve ao mero nicho de 10 Milhões de Portugueses que residem em Portugal , sendo que hoje a realidade que compõe esta mesma Aldeia envolve um conjunto bem maior de Agentes , fazendo parte desta realidade todo o Globo , neste sentido se pede ponderação , celeridade e rigor na tomada de decisões Politico Económicas , para que se evitem influencias negativas nos Agentes Económicos que estão atentos a todos os pequenos , grandes pormenores.

quinta-feira, outubro 14

Ainda o centenário...

uma produção do 31 da Armada.

domingo, outubro 10

No meio disto tudo a pergunta é...

... dia 29 podemos chamar a tropa e rebentar com isto tudo? É que outro 25 de Abril não ficava nada mal.

A informação, afinal, não é para todos

Louçã acusou o PSD de pactuar com o PS neste orçamento, subindo os impostos. Diz ainda que o "PS se está a comportar como um governo provisório do PSD".

Louçã vive no mesmo mundo que eu? Tem televisão, rádio, internet, ou o que quer que seja? Mesmo que seja contra as tecnologias, não lerá o jornal?

É que todo o Mundo sabe que PPC já afirmou e reafirmou que não viabiliza um orçamento que inclua como medida um aumento de impostos.

Será verdade? Se é, não sei - mas sei que Louçã é um manipulador e um demagogo sem escrúpulos, no que toca à realidade. E isso faz-me comichão aqui à massa cinzenta...

sábado, outubro 9

Boas notícias

Mineiros chilenos vêem luz ao fundo do túnel...

Por cá, o túnel está cada vez mais escuro, cheira a esgoto e tem ratazanas do tamanho de cães a passear calmamente entre as nossas pernas. Enquanto isto, festeja-se a fétida república - faz cem anos que está podre. Viva!

quinta-feira, outubro 7

Um monumento de ignomínia

Excelente artigo de Vasco Graça Moura no Diário de Notícias.

A Primeira República portuguesa foi um monumento de ignomínia. As comemorações em curso não podem escamotear esse facto e deveriam proporcionar aos portugueses uma visão altamente crítica desse período da nossa história. Historiadores como Vasco Pulido Valente e Rui Ramos já o têm feito e bem. Mas nunca será demais insistir.
Tem sido frequentemente observado que, na monarquia constitucional, o liberalismo foi abrindo a porta a uma dimensão republicana. De facto assim foi. A partir da estabilização ocorrida em meados do século XIX, viveu-se em Portugal uma era "republicana" de tolerância e de fruição das liberdades que só havia de extinguir-se pela força em 1910. Isto, apesar de todos os problemas que o constitucionalismo português foi tendo, da fragilidade do Estado e das suas instituições a uma catadupa de situações escandalosas e insustentáveis, passando por políticas erráticas, incompetentes e contraditórias, crises políticas e sociais, buracos financeiros insolúveis, corrupção, tráfico de influências, caciquismo, analfabetismo, atraso crónico e generalizado face à Europa e outras maleitas graves.
A monarquia constitucional acabou por cair de podre. Afundou-se no fracasso geral das instituições e no desprestígio mais completo dos partidos. Perdeu o pé no entrechocar das rivalidades, despeitos, ajustes de contas e interesses inconfessáveis dos grandes figurões de um regime em que os republicanos já se encontravam instalados por "osmose" pacífica havia muito, enquanto a tropa, quando não conspirava, ia assobiando para o lado. Tudo isso foi assim. Mas nunca a monarquia constitucional em seis décadas cometeu crimes comparáveis aos que a República praticou em meia dúzia de anos.
As comemorações do centenário da República têm de falar desses crimes. Eles foram cometidos sob a batuta de uma das figuras mais sinistras da nossa história. Graças a Afonso Costa e aos seus apaniguados organizados em milícias de malfeitores, a Primeira República, activamente respaldada pela Carbonária (e, mais tarde, por uma confraria de assassinos chamada Formiga Branca), nunca recuou ante a violência, a tortura, o derramamento de sangue e o homicídio puro e simples. Instaurou friamente entre nós o pragmatismo do crime. Institucionalizou a fraude, a manipulação e a batota generalizadas em todos os planos da vida portuguesa. Manipulou e restringiu o sufrágio, excluindo dele os analfabetos, as mulheres e os padres. Perpetrou fraudes eleitorais sempre que pôde. Perseguiu da maneira mais radical e intolerante o clero católico, por vezes até ao espancamento e à morte. Levantou toda a espécie de obstáculos ao culto religioso e à liberdade de consciência. Cometeu as mais incríveis violências contra as pessoas. Apropriou-se do Estado, transformando-o em coutada pessoal do Partido Republicano Português…
Em 1915, Portugal deve ter sido um dos pioneiros na defesa do genocídio moderno. Na campanha militar que se desenrolava no Sul de Angola, as atrocidades são de pôr os cabelos em pé. Nas Actas das Sessões Secretas da Câmara dos Deputados e do Senado da República sobre a participação de Portugal na I Grande Guerra (ed. coordenada por Ana Mira, Lisboa, AR e Afrontamento, 2002), encontra-se o depoimento de um militar, segundo o qual "temos ordem para matar todo o gentio desde dez anos para cima" (p. 151). E os outros depoimentos testemunhais, ali reunidos de pp. 148 a 153, ilustram macabramente essa afirmação. Confrontado com esta situação no Parlamento, Afonso Costa foi peremptório: "Não nos deixemos mover por idealismos nem esqueçamos o conceito e impressão dos pretos perante respeitos humanitários que ele [orador] considera como fraqueza ou pusilanimidade" (op. cit., p. 115), ao que Brito Camacho respondeu que "civilizar com a navalha e a carabina não é humanitário nem científico. As chamadas raças inferiores são apenas raças atrasadas; não é possível civilizá-las, exterminando-as" (ibid., p. 117).
No momento em que escrevo, antevéspera da famigerada efeméride, não sei ainda o que é que o jacobinismo irresponsável de uns, a complacência timorata de outros e a versatilidade diplomática de muitos virão a dizer nas cerimónias oficiais. Mas como se corre o risco de estas coisas não serem publicamente referidas, aqui fica mais uma síntese muito incompleta delas, para que conste. Cumpro desta maneira a minha obrigação de republicano.

quarta-feira, outubro 6

O exemplo da classe política

Depois de ver isto, comecei a perguntar-me porque é que, por exemplo, o Primeiro-Ministro britânico vive numa casa, o Primeiro-Ministro sueco vive numa casa, mas o Primeiro-Ministro português vive num palácio. Deve ser porque somos mais ricos que o Reino Unido e a Suécia.

terça-feira, outubro 5

Separados à nascença






















João Soares revê-se em Afonso Costa.
Será que também bate na mãe?

visto na Sic Notícias, por volta das 21h

Pessoalmente...

A bandeira é um símbolo nacional. Como é nacional deverá representar somente a nação e não qualquer tipo de opinião. A nossa bandeira é verde e encarnada. Isso é um opinião. A bandeira azul e branca não é monárquica: é portuguesa. O facto de ter existido em tempo de reis e rainhas é acidental. Isto não vai chegar a lado nenhum, mas aqui vai a minha proposta de bandeira. (Notas: azul e branco a metade, armas nacionais sobre esfera armilar, sem coroa.)

O Centenário da república ou O que é o quê?

O prometido é devido. Fechei para férias e voltei em Outubro. 
Deixem-me começar com uma pequena declaração de interesses:

Já fui monárquico. Acho que parte de mim ainda quer uma monarquia só porque sim. Porque é "mais bonito". Porque seria engraçado dizer que no meu país há um rei, ao jeito dos contos de fadas... Mas já não sou. Também não sou republicano e, portanto, encarem esta minha opinião como aquela de uma pessoa relativamente idónea, com a desvantagem de já ter sido monárquico.

5 de Outubro. Festejos da  república. Mulheres de seios desnudados de bandeira na mão. Chefe de estado democraticamente eleito. Coisas giras.Gosto de tudo isto em República.
Em Monarquia, o facto de uma única família arcar sobre os seus ombros o peso da chefia e representação de um país não me causa de modo algum repulsa: todos os membros são educados para desempenharem bem a tarefa. O que não assegura que o façam, mas dá alguma segurança. Além disso está o rei ou rainha perfeitamente separado, em termos institucionais da máquina partidária.

Mas o verdadeiro debate não está entre Monarquia e República, mas entre a república e a monarquia.
Poucos defendem uma república para o Reino Unido e, tanto quanto sei, ninguém advoga uma monarquia nos Estados Unidos da América.
A escolha entre estes dois regimes - como se mais nenhuns existissem - só pode ter um parâmetro: qual dos dois serve melhor propósito, num país individualmente considerado, a dada altura?

No caso português, não sou monárquico, como já fui. Estou em fase de redefinição de pensamento. Não tenho nada contra a monarquia, mas não posso dizer que seja a seu favor. Não tenho nada contra a República. Mas tenho, certamente, algo contra esta república portuguesa, que nos presenteou com menos de 36 anos de uma democracia que é frágil de nascença.
Ainda assim, a democracia, por frágil que seja, é sempre melhor que uma ditadura.
Mas o que não pode passar em branco é o branqueamento histórico que foi levado a cabo pela república de 1910-1926 e perpetuada pelas outras duas.
Foi na república que se separaram a Igreja e o Estado. Foi na república que se alfabetizou grande parte da população. Foi na república que se alargou o voto às mulheres (curiosamente, já em ditadura).
Tudo isto é progresso. Mas para cada uma destas questões há uma miríade de outras que podem ser suscitadas: a separação da Igreja e do Estado foi mais uma absorção, republicização e destruição da Igreja do que propriamente uma separação, por exemplo. Ainda assim, todos estes avanços não são resultado de uma forma de regime: são resultado de uma forma de governo.
A república em Portugal peca porque se liga à Primeira República. Uma república sectária, terrorista e hipocritamente anti-democrática, cujos tentáculos se estenderam de tal modo longe que hoje, se falamos na implantação da república, o fazemos porque os republicanos de 1910-16 souberam apagar o verdadeiro significado deste dia.
Hoje, dia 5 de Outubro, dever-se-á festejar o Dia da Independência. 867 anos de existência portuguesa. Uma classe política que, não tendo qualquer tipo de legitimidade que não a revolucionária, decide renunciar ao surgimento do seu próprio país enquanto nação independente, aproveitando-se de uma data tão importante para a usar como propaganda, não é digna de ver os seus feitos celebrados 100 anos depois pelos portugueses, republicanos ou não.
Esse branqueamento histórico chega até coisas como a bandeira nacional, verde e encarnada. O verde não é o verde da esperança. O vermelho não é o vermelho do sangue derramado. O verde e o vermelho são cores carbonárias, de radicais e bombistas. O nascimento da república portuguesa foi marcado por fraudes eleitorais, golpes, contra-golpes, insurrecções, assassinatos e - cereja no topo do bolo - por uma participação na Grande Guerra que tinha como propósito ser uma manobra de diversão e que teve como consequência uma catástrofe económica e política e nenhum ganho efectivo para o país por ter sacrificado os seus homens na Flandres que, como todos sabem, está mesmo aqui ao lado e é de tremenda importância para a integridade territorial do nosso país.

Estou-me nas tintas para a Monarquia e para a República, mas não posso apoiar uma república actual que vê na originária uma mais-valia. Se houver outro tipo de regime que funcione por estas bandas, digam-me. Regime nacional idóneo precisa-se. Faz falta outro Paiva Couceiro para invadir o país a partir da Galiza, sem a coroa na bandeira azul e branca, como fez uma vez, renunciando a uma monarquia e a um D. Manuel e a uma república que esteve para o país como a guilhotina para o Luís.

Desta república... só mesmo as mulheres de seios desnudados. De uma monarquia... ainda estou para descobrir.

domingo, outubro 3

A propósito deste raio de centenário


Ouvi o Pe. João Seabra sobre este livro e gostei. Desvenda essa coisa tão clara para toda a gente como sendo uma das coisas "boas" da 1ªRepública - a "lei da separação de 1911".

Durante cem anos a República deturpou e manipulou os factos históricos que marcaram a sua infância. Lavou-se, esfregou-se e encerou-se com pujança, poliu-se uma república até ela ficar a brilhar aos olhos dos portugueses actuais.

Felizmente ainda vão saindo livros destes, que desconstroem a fantochada mitológica que se veio criando à roda de uma data tão insignificante, senão até nefasta, da nossa História.

segunda-feira, setembro 27

Venezuela ou o Chavismo

A Venezuela, foi a votos.
Motivado ou não pela grave crise monetária e pelo clima de insegurança, o povo Venezuelano retirou ao PSUV, de Chávez, a maioria de dois terços de deputados eleitos para a Assembleia.
Dos 165 deputados, o PSUV elegeu, pelo menos, 94, enquanto que a Mesa da Unidade Democrática, coligação de partidos da oposição, elegeu 60, por agora. Foram atribuídos 2 assentos a outros partidos.

A partir de agora Chávez terá uma missão difícil pela frente: para aprovar as suas medidas mais revolucionárias terá de contar com a oposição, pois apenas com 2/3 poderá fazê-lo.

Mas atenção! Existe um cheat que poderá servir bem os propósitos socialistas de Chávez: Ctrl+Alt+shift+fazer aprovar até Janeiro todas as medidas que precisar, já que é apenas com o início do ano que a Assembleia Venezuelana, formada com os resultados destas eleições, entra em funções. Eventualmente, esvaziará esta grande vitória da democracia venezuelana - a oposição fala, inclusivamente, na obtenção de 52% dos votos em geral, votação que, devido às normas eleitorais, não se reflecte na Assembleia.

A calma com que Chávez saudou e congratulou o povo não pode ser coisa boa. Receio que este seja um presente envenenado para a oposição e para o povo em geral.

Como a História nos tem ensinado, um ditador é sempre um ditador: uma raposa é sempre uma raposa, mesmo que vista a pele de uma ovelha.

O Destino tem destas coisas

Dono da Segway caiu de uma falésia enquanto conduzia o seu... Segway.

quarta-feira, setembro 22

Carrilho e ministro desmentem-se

O episódio do afastamento de Manuel Maria Carrilho está a ficar com contornos de telenovela mexicana.

Não estou a ver Luís Amado a entrar em salganhadas deste género, é dos poucos ilustres que resta do executivo socialista.

terça-feira, setembro 21

O PS a malhar...

...desta vez nos seus.

O que me preocupa nesta situação é a Bárbara Guimarães ter de voltar a trabalhar.

O que é preciso é tranquilidade

terça-feira, setembro 14

Neste dia...

1959 - A sonda soviética Luna 2 torna-se no primeiro objecto feito pelo homem a atingir a lua.

Morreram neste dia..

1901 - William Mckinley, politico e antigo presidente norte-americano.

1982 - Grace Kelly, actriz americana e princesa do Mónaco.

segunda-feira, setembro 13

Mais um ano lectivo

Inicia-se hoje mais um ano lectivo. Este ano com uma proposta em cima da mesa. Acabar com os chumbos. Maravilha.
O que interessa são as estatísticas, o resto são pormenores.
Um dia destes iremos presenciar uma analogia do programa de Novas Oportunidades para o Ensino Superior. Indivíduos a tirar o curso de Medicina, Direito e Engenharia com a elaboração de um portefólio onde relatam a sua experiência de vida.

Enquanto isso a Bruxa permanece Ministra da Estatística, perdão, Educação.

Neste dia...

1276 - Pedro Julião, bispo português, médico e matemático, é eleito papa com o nome de Papa João XXI.

1923 - Primo de Rivera, lidera golpe de estado em Espanha, iniciando o período ditatorial.

1993 - Israel e Palestina firmam os Acordos de Paz de Oslo, abrindo caminho para a retirada israelita de partes de Gaza.

domingo, setembro 5

Processo Casa Pia - 2013?

Tenho o prazer de informar vossas excelências que contrariamente a todo o alarido criado pela comunicação social, com os recursos que se poderão apresentar da decisão, ainda vamos ter mais 3 anos de processo, pelo menos.


Novos factos serão revelados tal como Carlos Cruz ameaça? Quem faltou à chamada ao banco dos réus?

terça-feira, agosto 31

Uma Aventura nos CTT - Correios de Portugal, S. A.

Falemos dos CTT, esta magnifica empresa que tem como uma das directrizes base da sua existência a distribuição de correio. Melhor, falemos da minha "Aventura" com os CTT.

De há dois meses para cá não recebo correspondência na minha residência em Lisboa. No mês de Julho fiquei intrigado, e fiz uma experiência. Enviei um carta na modalidade de correio azul, da minha residência no Alentejo para a de Lisboa. Os CTT têm como compromisso entregar a correspondência em correio azul até 1 dia útil após a sua recepção. Pois bem, passados 8 dias e nem sinal da carta que os CTT se comprometeram a entregar em 1 dia útil.
Visto isto dirigi-me ao posto de correios mais próximo, ao qual uma funcionária, depois da minha exposição, me refere:
-"Não sei de nada, é melhor ir ao centro de distribuição".

E lá fui eu, descendo a rua até ao Centro de Distribuição dos CTT. Ao chegar ao CD, novamente me deparo com um funcionário daqueles que transborda alegria e simpatia por todos os poros, mas este já tinha galões nas ombreiras, cuidado com ele pensei eu e lá me indicou:
 -"É impossível não receber a correspondência, isso é problema da concessão".

Depois de uma manhã solarenga perdida e de gastar o meu latim para nada, decidi passar para uma instância superior, efectuei uma reclamação para os Serviços Centrais.
Passados 2 dias, enquanto aguardava por uma resposta à minha reclamação, toca-me à campainha um carteiro, como se de um milagre se tratasse, a entregar-me uma resma de correspondência que estava "pendente" nas catacumbas dos CTT.

No dia posterior recebo a tão aguardada resposta. Segundo os Serviços Centrais dos CTT, e passo a citar: "Depois de averiguada a causa de não receber correspondência, foi concluído que a mesma não foi entregue porque ninguém abriu a porta de forma o correio ser colocado nas respectivas caixas de correio".
Foi neste momento que me reprimi por trabalhar em vez de estar a receber o Subsidio de Desemprego ou o Rendimento Social de Inserção, assim poderia abrir a porta ao carteiro quando ele se dirigisse à minha humilde residência e evitava incomodar os Serviços Centrais com estas banalidades.

Enfim já tinha a correspondência e muito sinceramente não me agradava continuar a reprimir-me por ter incomodado os CTT.

Como todos os bons filmes têm sequelas, este não foi excepção, mês de Agosto a finalizar e o constrangimento continua.

Hoje efectuei uma nova reclamação para os Serviços Centrais dos CTT e aguardo com curiosidade a resposta dos mesmos.

Entretanto, depois do horário de expediente  e como não tinha mais nada de agradável para fazer, decidi dirigir-me novamente a um posto dos correios, desta vez mudei o local, fui para as bandas da Casal Ribeiro esperançado da civilização já ter chegado. Tive sorte, encontrei uma moçoila roliça e com um sentido de pró-actividade raramente encontrado neste serviço.
Explicando a situação, a funcionária deu-me as seguintes hipóteses:

1ª - Colocar as caixas de correio, vendidas pelos CTT, no exterior da residência.
Lá lhe expliquei que não o poderia fazer visto o edifício ser do principio do século XX e que a fachada não poderia ser modificada sem existir uma alteração no Plano de Pormenor.

2ª - Colocar outra morada de recepção de residência
Referi que tal opção não era viável, visto ser no mínimo ridícula (esta ultima parte não disse, mas pensei).

3ª- Pediu-me desculpa por esta situação e ficou com o meu contacto para tentar resolver os meus constrangimentos de um modo célere.
Apesar de ter suspeitado de tamanha prontidão, lá aceitei e agradeci.

Aguardo entretanto o desenlace desta saga, mas suspeito que isto caminha para uma trilogia.

Depois desta novela mexicana apenas pergunto para quando uma privatização total deste serviço? Eu prefiro pagar e ter uma prestação de serviços adequada do que esta caldeirada evidente. Será muito complicado gerir uma empresa deste cariz? Tenho a certeza que não.

Nota: Curioso eu receber apenas cartas da EPAL e da EDP.

segunda-feira, agosto 30

Fernando Nobre - Excelente Pessoa mas mal rodeado

Como é sabido até há pouco tempo estava a desempenhar funções de Secretário da Juventude da candidatura do Dr.Fernando Nobre. Estava por acreditar numa candidatura suprapartidária à Presidência da República.

Dizer que campanha x ou y é suprapartidária é verdadeiramente utópico. O seu protagonista poderá ser, mas quem o rodeia continua a ter tendências, interesses e algo que eu abomino, a sede de protagonismo.
A malta jovem segue os mesmos passos podres dos mais velhos, não aprendem com os seus erros, apenas acham o seu comportamento normal.

Continuo a afirmar que o Dr. Fernando Nobre é uma excelente pessoa, vocacionada para a vertente social. Mas está irremediavelmente mal rodeado por pessoas que têm uma sede de protagonismo imensa. Pessoas que sem apresentarem um Curriculum Vitae significativo para desempenharem funções de relevo, pretendem a todo o custo trepar sem quaisquer problemas de consciência, porque é para isso que esses trepadores existem, para trepar, quer seja na vertical ou na horizontal.

Saio porque não compactuo com tais acções e com a forma de actuar desses indivíduos. Saio pela porta principal porque uma vez mais não deixei as minhas convicções e princípios serem abaladas pela mediocridade. Saio como entrei, com dignidade.

No dia das eleições votarei com um orgulhoso e sentido:"Viva El-Rei de Portugal".

Mais uma temporada

Depois de uma Silly Season alargada, volto ao mundo da  blogosfera.
Levo o termo férias muito a sério, e por isso, exceptuando o Facebook, afastei-me destas andanças da internet.

Nada mais a dizer.

Até já.

quarta-feira, agosto 25

O Triste Português!!!


O triste português é aquele que se alegra com as vitórias ditas memoráveis do futebol português. É aquele que se lhe alimenta a alegria do coração as vitórias do Glorioso. Cada vitória é comemorada como se se tratasse do pão e do vinho de um jantar á portuguesa concerteza servindo para alimentar toda uma família.


À entrada temos o golo que o árbitro não viu, como prato principal no cardápio nunca poderia faltar o golo que o Benfica marcou aos lagartos do Sporting, e temos como sobremesa uma vaticinação de que o Benfica é o melhor clube do mundo, que para um benfiquista é tão apetitosa como petit gâteau acompanhado por uma bola de gelado de menta.


Enfim...parece que se lembram de algo?


Naturalmente!Lembrar-se-ão da casa de um indivíduo com bigode e com ar de Bom Português.


Esta é história triste de um português que vive o seu dia a dia pensando no dia seguinte- pensa na conversa de café em se fala como se de um comentador desportivo se tratasse , fala dos incidentes do fim de semana que marcaram um jogo de futebol que para o mesmo , fica na história dos registos mundiais.


Enfim.. que português é este que não conhece os Lusíadas, ou autores como Eça de Queirós e Florbela Espanca?


Só conhece o Cristiano Ronaldo, e nem faz um esforço para saber quem é o Presidente da Républica, que para este Benfiquista ou "Português" muitas vezes tanto se lhe faz que fosse o Toni Carreira ou o Rui Santos.


Triste vida esta de Portugal e dos portugueses, que sem duvida, não passa de uma pequenês que se equipara ao tamanho do seu próprio território, mas não se equipara à grandeza dos descubridores Portugueses nem á obra de Camões.


A pobreza fustigante , o desemprego crescente , a ausência de responsabilização , o viver destas pequenas vitórias desportivas, que na realidade mais não são do que meras bebidas alcoólicas que a comunicação social dá a cada português para que esconda o sofrimento do cancro terminal que corresponde à real situação de cada Português.